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Desde: 05/03/2013      Publicadas: 85      Atualização: 25/04/2013

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 Wikileaks

  19/04/2013
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Jornalistas da Veja e de O Globo foram informantes do cônsul norte-americano durante as eleições presidenciais

Diogo Mainairdi e Merval Pereira se encontraram com o cônsul norte-americano no Rio de Janeiro para formular uma estratégia de intervenção nas eleições presidenciais de 2010 em favor de José Serra (PSDB)

Jornalistas da Veja e de O Globo foram informantes do cônsul norte-americano durante as eleições presidenciais
Documentos da diplomacia norte-americana divulgados pelo portal Wikileaks recentemente revelaram a estreita ligação da imprensa capitalista brasileira com o imperialismo.

Os jornalistas Diogo Mainardi, da revista Veja, e Merval Pereira, do jornal O Globo, foram informantes do cônsul dos Estados Unidos durante as eleições de 2010. Ambos ajudaram o governo norte-americano a atuar no processo eleitoral brasileiro para eleger o candidato pró-imperialista José Serra (PSDB).

O telegrama "10RIODEJANEIRO32" relata que Merval Pereira reuniu-se com o cônsul no dia 21 de janeiro de 2010 para falar sobre a conversa que teve com Aécio Neves e buscar seu compromisso para a campanha de Serra.

Os documentos revelam ainda a relação desses jornalistas com o PSDB, o que era óbvio pela campanha que realizam contra o governo do PT pela direita.

Diogo Mainardi reuniu-se em almoço privado no dia 12 de janeiro de 2010 com o cônsul dos EUA no Rio de Janeiro para discutir a formação da chapa da direita nas eleições presidenciais durante a qual revelou sua vinculação ao PSDB.

O documento relava que a "recente coluna [de Mainard], na qual propõe o nome de Marina Silva como vice-presidente na chapa de Serra, foi baseada em conversa entre Serra e Mainardi, na qual Serra dissera que Marina Silva seria a "companheira de chapa de seus sonhos" ("). Naquela conversa com Mainardi, Serra expôs as mesmas vantagens que, depois, Mainardi listou em sua coluna: a história de vida de Marina e as impecáveis credenciais de militante da esquerda, que contrabalançariam a atração pessoal que Lula exerce sobre os pobres no Brasil, e poriam Dilma Rousseff (PT) em desvantagem na esquerda, ao mesmo tempo em que ajudariam Serra a superar o peso da associação com o governo de Fernando Henrique Cardoso que Dilma espera usar como ponta de lança de ataque em sua campanha".

Essa descrição da conversa, presente no documento, revela também a vinculação dos jornalistas da imprensa capitalista brasileira com a direita pró-imperialista. Em sua coluna, Mainaridi escreve o que o PSDB e o governo dos EUA querem que ele escreva.

Documentos mais antigos divulgados pelo portal revelaram que o jornalista William Waak, apresentador do "Jornal da Globo", também foi informante do governo norte-americano. Além do nome do jornalista são citados nos documentos o diretor de redação da revista Época, Helio Gurovitz, e os jornais Valor Econômico e O Globo, a respeito das reportagens sobre as eleições presidenciais de 2010.

O governo norte-americano tem uma série de "consultores" e "informantes" em todos os países do globo. No Brasil, seus representantes são, principalmente, o PSDB, a revista Veja, as organizaçõesGlobo, além dos recém-criados institutos Millenium, von Mises e outros que visam reorganizar a direita brasileira e são financiados pelo imperialismo.

Uma série de iniciativas da direita pró-imperialista mostram a tentativa desse setor de retomar o governo do estado, seja por meio das eleições, seja por métodos extraparlamentares.

A visita da blogueira Yoani Sanchéz, a pedido do PSDB, no Brasil foi uma dessas iniciativas para continuar a campanha permanente contra Cuba. A blogueira agora é uma das associadas do institutoMillenium, organização da direita que conta com dezenas de jornalistas dos principais órgãos de comunicação do País e de representantes da direita pró-imperialista.
  Autor: Piolho Infernal


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